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meses de despesas essenciais
Educação financeira
Fundo de emergência: quanto guardar e onde
Seis meses de despesas é a resposta habitual. Antes disso há um número muito mais importante — e é bastante mais fácil de alcançar.
Equipa Finsave5 min de leitura
O fundo de emergência é a única poupança que existe para ser gasta. Não é um investimento, não rende grande coisa e não deve render: existe para que uma avaria, um mês sem trabalho ou uma urgência médica não se transformem numa dívida com juros.
O número que interessa primeiro
Seis meses de despesas essenciais é o alvo mais citado, e é um bom alvo. O problema é que, visto de zero, parece inalcançável — e o que é inalcançável não se começa.
Comece por um mês. Um mês de despesas essenciais na conta resolve a esmagadora maioria dos imprevistos que empurram as pessoas para o crédito rápido. Depois vá para três. Seis é o destino, não o ponto de partida.
- Primeiro objetivo — 1 mês
- Kz 192.500
- Segundo objetivo — 3 meses
- Kz 577.500
- Fundo completo — 6 meses
- Kz 1.155.000
Essenciais, não tudo. Restaurantes e subscrições ficam de fora desta conta.
Quantos meses, no seu caso
O alvo depende de quão previsível é o seu rendimento e de quantas pessoas dependem dele:
- Salário estável, sem dependentes — três meses chegam bem.
- Rendimento variável ou trabalho por conta própria — seis meses, e conte os meses fracos, não a média.
- Único rendimento de uma família — seis a nove meses, porque o custo de ficar sem ele é maior.
Um fundo de emergência acessível em 24 horas vale mais do que um fundo maior preso a 90 dias.
Onde o guardar
As duas exigências são liquidez e separação. Liquidez, para lhe chegar às mãos no dia em que precisa. Separação, para não o gastar sem dar por isso — uma conta diferente da conta do dia a dia, mesmo que no mesmo banco.
Onde a inflação é alta, deixar o fundo parado tem um custo real e não há nada a fazer quanto a isso: o fundo é seguro, não é rendimento. O que não deve fazer é trancá-lo num produto que o obriga a esperar semanas ou a perder juros para lhe aceder. Essa é a única função que ele tem.